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Procuradoria do Trabalho em Uberlândia - sábado 15 de setembro de 2007

450 escravos da cana

Combate ao trabalho escravo no Triângulo Mineiro

Limeira do Oeste - Triângulo Mineiro - 834 quilômetros de Belo Horizonte. Cidade onde ficava o alojamento que abrigava 350 trabalhadores do Norte de Minas e do Nordeste do Brasil que foram aliciados para a colheita da cana-de-açúcar.

Trabalhavam nas cidades de Limeira do Oeste, Iturama, Carneirinho e União de Minas, todas no Triângulo.

Recebiam cerca de R$ 400 por mês. A promessa era de R$ 1 mil mensais. Por metro linear de cana colhida, recebiam de R$ 0,09 a R$ 0,31.

Eram obrigados a pagar em média todos os meses R$ 180 pela alimentação e R$ 50 pelo alojamento. Para a compra de alimentos, era dado um vale-compra de papel que podia ser usado em supermercados indicados pelos patrões. Pagavam ainda R$ 80 pelo colchão.

A indenização para cada trabalhador foi de R$ 6 mil em média. Os auditores do Trabalho incluíram nos cálculos todos os direitos trabalhistas, os valores pagos referentes à alimentação e moradia, além de R$ 13 por danos morais por cada dia de trabalho escravo.

Os patrões foram obrigados a pagar as despesas de transporte para as cidades de origem de cada trabalhador, além da alimentação durante a viagem de retorno