A esquizofrenia dos movimentos sociais  Actualidade News Actualidad
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Jornal do Comercio - jeudi 3 mars 2011

Há  tempo se percebe que os ditos movimentos sociais, principalmente os do campo e movimentos ambientalistas, sofrem de um quadro clássico de esquizofrenia, não sabendo quem são e o que fazem na sociedade brasileira.

Dias atrás, presenciamos a invasão da planta da Braskem por mulheres do Movimento dos Sem Terra e da Via Campesinaias atrás, presenciamos a invasão da planta da Braskem por mulheres do Movimento dos Sem Terra e da Via Campesina contra a cultura de cana-de-açúcar, matéria-prima para o chamado plástico verde.

Plástico verde este que vai ao encontro de produtos ecossustentáveis, bandeira dos movimento ambientalista, irmão siamês dos movimentos campesinos. Primeiro foi a destruição de uma lavoura de soja transgênica da Monsanto em Não-me-Toque, durante uma edição do Fórum Social Mundial. Hoje, em qualquer assentamento, verificam-se hectares de soja transgênica nas lavouras dos mesmos que praguejavam contra ela uma década atrás. Os (re)florestamentos de eucalipto que hoje encontramos em áreas de assentamentos são iguais aos destruídos pela horda de vândalas nas instalações da Aracruz, crime este que até hoje não teve detidos. Os laranjais destruídos em São Paulo pelos arruaceiros deste movimento criminoso são os mesmos que fornecem óleos essenciais, utilizados principalmente como alternativa natural a inseticidas sintéticos e aditivos para incremento da produção animal. Enquanto milhares de gaúchos e brasileiros continuam trabalhando firme nas suas propriedades, lutando contra intempéries climáticas e burocracias estatais deficientes, agora também têm que se proteger de esquizofrênicos abrigados em ditos movimentos sociais do campo e ambientalistas. Oxalá o bem vença o mal ou que logo sejam descobertos os remédios para este tipo de esquizofrenia social, tal como os já existentes para a esquizofrenia mental.