O livro reabre um debate sobre a realidade em que vivem migrantes cortadores de cana, as mortes ocorridas no eito dos canaviais a partir de 2004, questiona o avanço indiscriminado das monoculturas, especialmente da cana de açúcar, a internacionalização do capital agrário, a desnacionalização das terras, a degradação do meio ambiente, o excessivo esforço (estafa) a que são submetidos os trabalhadores para atingirem uma meta 12 a 15 toneladas por dia e para compensarem os baixos salários, as precárias condições de moradia e de saúde dos trabalhadores, as violações dos direitos fundamentais da pessoa humana e o direito à vida, etc.
Dom Luiz Demétrio Valentini, bispo de Jales-SP e presidente da SPM destaca na apresentação da obra a dimensão humana do fenômeno migratório, alerta sobre a reprodução de condenáveis práticas antigas de exploração do trabalho e da precarização dos direitos sociais na onda modernosa da monocultura canavieira que vem se impondo em diversas regiões do país.
A publicação contém artigos de professores e de pesquisadores como Maria Aparecida de Moraes Silva, Francisco Alves, Daniela Masotti, Juliana Guanais, José Carlos A. Pereira.
A obra também possui relatos de lideranças, depoimentos, cartas e poesias de trabalhadores migrantes narrando suas experiências de vida e sua visão da realidade que os cerca.