Reunião entre representantes da Seresta e Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool tentava encontrar solução para conflito
O clima entre os cortadores de cana, que na última quarta-feira, 5, bloquearam a BR-101 por mais de seis horas, e a Usina Seresta – que pertence à família do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) – continuava tenso até a tarde de ontem. Parte dos trabalhadores voltou à usina na tarde de ontem para uma reunião com a direção da empresa, que não aconteceu. A Polícia Militar ficou de prontidão em Teotônio Vilela preparada para atuar de maneira preventiva para evitar que os trabalhadores voltassem a bloquear a rodovia.
Todas as atenções estavam voltadas para a reunião que acontecia na tarde de ontem no Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas (Sindaçúcar), entre os representantes das usinas. De lá, era esperada uma proposta de compensação financeira para os cortadores de cana da Usina Seresta, uma vez que a mudança no regime de contratações de trabalho fez com que a categoria perdesse o direito de receber aviso prévio e 40% do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), além do seguro-desemprego.