Categoria é contra ’contrato safra’, que libera os empregadores da obrigação de pagar aviso prévio e multa de 40% do FGTS
Os cortadores de cana da Penedo Agroindústria S.A., mas conhecida como Usina Paísa, em Penedo, deram continuidade à onda de protestos contra o chamado “contrato safra”, que libera os empregadores da obrigação de pagarem aviso prévio e multa de 40% do Fundo de Garantia aos trabalhadores, que também perdem o direito de receber o seguro-desemprego.
Cerca de dois mil trabalhadores da Usina Paísa, que pertence ao Grupo Toledo, fecharam a rodovia AL-110, em frente ao ponto de embarque dos ônibus da usina, por um período de cinco horas. Eles chegaram a colocar fogo em pneus, pedaços de tronco e cana, para impedir que os veículos passassem pelo local. O protesto, entretanto, não provocou congestionamento, já que havia outras ruas por onde o motorista poderia seguir para entrar e sair da cidade.
Mobilização teve início às 5 horas
A mobilização dos cortadores de cana teve início às 5 horas, horário em que deveriam ter seguido para o trabalho a partir do ponto de embarque, mas não conseguiram impedir a saída de três ônibus de trabalhadores. Durante toda a manhã, eles permaneceram dentro do estacionamento, mas depois que o grupo foi negociar com os representantes da usina, eles resolveram bloquear a pista.
Houve alguns momentos de tensão após a chegada da polícia, que chamou o Corpo de Bombeiros para apagar as chamas dos pneus queimados. Alguns trabalhadores ameaçaram queimar um caminhão carregado de cana-de-açúcar que estava no estacionamento e a Polícia Militar estava preparada para usar a força caso não houvesse acordo entre a usina e os trabalhadores.