Agropecuária FURLAN - Ceará- garante condições de moradia
Eles levam uma vida sacrificante, mas possuem condições adequadas de moradia, alimentação e segurança para desempenhar suas funções. Contudo, não têm a Carteira de Trabalho assinada no Estado de origem, como determina a legislação trabalhista. Os registros são assegurados em São Paulo.
Está bem longe de ser pasárgada - espécie de paraíso idealizado pelo poeta Manuel Bandeira. Contudo, os cortadores de cana-de-açúcar contratados pela Agropecuária Furlan possuem condições de moradia adequadas. Isso chega a ser até um privilégio, quando comparado com os locais em que seus conterrâneos vivem nas periferias das cidades paulistas.
Nos cinco alojamentos da empresa residem 590 trabalhadores. Exatos 120 são paraibanos e os demais cearenses. Em média, cada nordestino corta 11 toneladas de cana por dia. A Agropecuária Furlan espera contar com um milhão 420 mil toneladas de cana nesta safra. Trabalho não faltará durante os sete meses em que esses homens ficarão nas terras da empresa.
Para desempenhar suas atividades, eles têm uma infra-estrutura dotada de alojamentos, sala de lazer, igreja, campo de futebol, ambulatório e acompanhamento religioso oferecido pela Pastoral do Migrante.
De acordo com Gilmar Rodrigues, técnico agrícola da Agropecuária Furlan, a comida fornecida aos migrantes é preparada em uma cozinha industrial. Ela atende às normas técnicas exigidas para o seu funcionamento. A alimentação é preparada por uma empresa terceirizada, sob a supervisão de uma nutricionista.
O preço das refeições é subsidiado. Até o ano passado, o cortador de cana pagava R$ 40,00 por mês para ter direito ao café da manhã, almoço e jantar. A Agropecuária Furlan investia, por trabalhador (mensalmente), R$ 140,00 para bancar o restante da alimentação dos funcionários.
Além de bem alimentados, os migrantes vivem em alojamentos adequados. Caso sofram algum acidente, Gilmar Rodrigues ressalta que eles serão atendidos dentro da própria empresa. Ela possui um ambulatório dotado de médico e dentista. Quando o problema é mais sério, uma ambulância da firma transporta o migrante para o hospital da cidade de Santa Bárbara d´Oeste.
O veículo está disponível para atender emergências 24 horas por dia. O técnico agrícola assegura que os acidentes de trabalho são pequenos, pois o equipamento de proteção individual é distribuído e reposto regularmente para os cortadores.
Eles são obrigados a usá-lo, bem como a fazer a pausa de uma hora após o almoço, segundo Gilmar Rodrigues. “Os migrantes trabalham menos de oito horas por dia”, garante. Nas folgas, a maior parte dos nordestinos prefere ficar na empresa e ligam para seus familiares nos telefones públicos colocados dentro da Furlan.
Outros não perdem a oportunidade de jogar bola. Os amantes do futebol disputam as partidas em um campo gramado, que possui até arquibancada. Mas quem preferir pode ir para a cidade na hora em que quiser.
Aqueles trabalhadores mais religiosos conversam com os missionários da Pastoral do Migrante. Segundo Rosângela Aparecida Bagarollo, assistente social da Furlan, padres nordestinos visitam os alojamentos e fazem celebrações dentro da empresa. “Essa parte religiosa mexe muito com eles. Os trabalhadores gostam bastante (das atividades)”, afirma. Há quatro anos, esse serviço pastoral é desenvolvido com os nordestinos.
Agropecuária garante condições de moradia
A migração anual de parte dos habitantes das cidades cearenses de Ererê e Iracema sempre causou dor. A saudade aflige os viajantes e seus familiares, que não podem acompanhá-los. Esposas, mães e filhos ficam ansiosos por notícias dos entes queridos. Onde dormem? O que comem? Quais as condições de trabalho no corte da cana-de-açúcar? São algumas das indagações feitas pelas pessoas que permanecem no Ceará. O Diário do Nordeste visitou a sede da Agropecuária Furlan, empresa que contrata centenas de trabalhadores desses dois municípios cearenses.
Eles levam uma vida sacrificante, mas possuem condições adequadas de moradia, alimentação e segurança para desempenhar suas funções. Contudo, não têm a Carteira de Trabalho assinada no Estado de origem, como determina a legislação trabalhista. Os registros são assegurados em São Paulo.
Está bem longe de ser pasárgada - espécie de paraíso idealizado pelo poeta Manuel Bandeira. Contudo, os cortadores de cana-de-açúcar contratados pela Agropecuária Furlan possuem condições de moradia adequadas. Isso chega a ser até um privilégio, quando comparado com os locais em que seus conterrâneos vivem nas periferias das cidades paulistas.
Nos cinco alojamentos da empresa residem 590 trabalhadores. Exatos 120 são paraibanos e os demais cearenses. Em média, cada nordestino corta 11 toneladas de cana por dia. A Agropecuária Furlan espera contar com um milhão 420 mil toneladas de cana nesta safra. Trabalho não faltará durante os sete meses em que esses homens ficarão nas terras da empresa.
Para desempenhar suas atividades, eles têm uma infra-estrutura dotada de alojamentos, sala de lazer, igreja, campo de futebol, ambulatório e acompanhamento religioso oferecido pela Pastoral do Migrante.
De acordo com Gilmar Rodrigues, técnico agrícola da Agropecuária Furlan, a comida fornecida aos migrantes é preparada em uma cozinha industrial. Ela atende às normas técnicas exigidas para o seu funcionamento. A alimentação é preparada por uma empresa terceirizada, sob a supervisão de uma nutricionista.
O preço das refeições é subsidiado. Até o ano passado, o cortador de cana pagava R$ 40,00 por mês para ter direito ao café da manhã, almoço e jantar. A Agropecuária Furlan investia, por trabalhador (mensalmente), R$ 140,00 para bancar o restante da alimentação dos funcionários.
Além de bem alimentados, os migrantes vivem em alojamentos adequados. Caso sofram algum acidente, Gilmar Rodrigues ressalta que eles serão atendidos dentro da própria empresa. Ela possui um ambulatório dotado de médico e dentista. Quando o problema é mais sério, uma ambulância da firma transporta o migrante para o hospital da cidade de Santa Bárbara d´Oeste.
O veículo está disponível para atender emergências 24 horas por dia. O técnico agrícola assegura que os acidentes de trabalho são pequenos, pois o equipamento de proteção individual é distribuído e reposto regularmente para os cortadores.
Eles são obrigados a usá-lo, bem como a fazer a pausa de uma hora após o almoço, segundo Gilmar Rodrigues. “Os migrantes trabalham menos de oito horas por dia”, garante. Nas folgas, a maior parte dos nordestinos prefere ficar na empresa e ligam para seus familiares nos telefones públicos colocados dentro da Furlan.
Outros não perdem a oportunidade de jogar bola. Os amantes do futebol disputam as partidas em um campo gramado, que possui até arquibancada. Mas quem preferir pode ir para a cidade na hora em que quiser.
Aqueles trabalhadores mais religiosos conversam com os missionários da Pastoral do Migrante. Segundo Rosângela Aparecida Bagarollo, assistente social da Furlan, padres nordestinos visitam os alojamentos e fazem celebrações dentro da empresa. “Essa parte religiosa mexe muito com eles. Os trabalhadores gostam bastante (das atividades)”, afirma. Há quatro anos, esse serviço pastoral é desenvolvido com os nordestinos.