Cortadores de cana da região central de São Paulo estão em greve. Eles querem mudanças na forma de pagamento da produção.
Na Praça dos Trabalhadores em Santa Cruz das Palmeiras mais de mil pessoas participaram da assembléia que decidiu manter a greve. A Polícia Militar acompanhou a reunião. Não houve incidente.
A principal reivindicação dos trabalhadores é a mudança na forma de remuneração. Hoje eles ganham por tonelada e querem que o pagamento seja por metro de cana cortada.
A categoria recebe R$ 2,41 por tonelada e estima que está perdendo dinheiro. Segundo a Federação dos Empregados Rurais, os trabalhadores estão ganhando menos porque as novas variedades de cana estão cada vez mais leves.
“A cana acaba perdendo peso e os trabalhadores ainda trabalham por tonelada. Então, por mais que reivindique índice de aumento, acaba não suprindo a perda que estão tendo”, falou Miguel dos Santos, diretor da federação.
Por enquanto, o sindicato não fala qual o reajuste pretendido caso o sistema de pagamento permaneça o mesmo. Mas os trabalhadores já rejeitaram os 7% oferecidos pelas usinas.
Hoje, representantes das usinas e do sindicato de trabalhadores se reúnem para tentar um acordo.