Cortadores de cana do estado poderão parar Actualidad News Actualité
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quinta-feira 30 de outubro de 2008

Cerca de 10 mil agricultores que trabalham na produção da cana-de-açúcar no Rio Grande do Norte podem parar nos próximos dias. A última reunião com as três principais empresas do estado foi ontem e não houve acordo. No dia 6, os agricultores irão para a quarta rodada de negociação salarial. Até o momento, a proposta que receberam das empresas foi o aumento “irrisório” de R$ 0,74.

A reivindicação inicial dos trabalhadores era aumentar o atual salário de R$ 422,50 para R$ 525. Porém, depois das conversas com os donos das empresas, os agricultores fizeram uma contra-proposta pedindo a remuneração de R$ 452,94 e, no caso de reajuste no salário mínimo, a categoria receberia R$ 15 acima do mínimo. Mesmo assim, nenhum acordo foi fechado. ‘‘Pelo menos conseguimos firmar o dia 6 de outubro como database. Se conseguirmos o acordo, receberemos o retroativo’’, disse o presidente Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado do Rio Grande do Norte (Fetarn), Manuel Cândido da Costa.

A última vez que trabalhadores da Fetarn pararam foi em 1996. E, segundo Manuel Cândido, existe possibilidade de uma greve mesmo depois desse longo período. ‘‘Se no dia 6 esgotar o processo de negociação, não for mais possível negociar, a gente vai ter que puxar o paradeiro’’, disse.

A região canavieira do estado abrange uma faixa territorial de Taipu à Baía Formosa. Mesmo não sendo a maior, sendo superada por estados com Pernambuco e Paraíba, são 17 sindicatos envolvidos na causa. O presidente da Fetarn frisou que o RN, inclusive, está atrasado em relação àqueles estados, que já fecharam suas negociações. ‘‘Se a gente parar, o prejuízo vai ser incalculável para as empresas, porque eles não podem parar’’, avaliou Cândido.