Este artigo discute alguns aspectos da ocupação da força de trabalho no Estado
de São Paulo, frente ao significativo crescimento da cana-de-açúcar.
O cultivo de cana-de-açúcar utiliza o emprego formal em percentual mais elevado que a grande maioria das culturas. A formalização, somada ao emprego de força de trabalho especializada decorrente da crescente mecanização, implica em melhorias no índice de qualidade do emprego, medido segundo Balsadi e Borin (2006)
No entanto, é necessário ponderar algumas limitações desse índice e considerar o fato de que o crescimento do emprego formal na cana-de-açúcar ocorre em percentual muito aquém ao da elevação de produção, restando o questionamento sobre a força de trabalho que seria empregada por outras atividades alternativas à cana.
Isto significa que a expansão da cana sobre outras culturas pode contribuir para a redução no total dos trabalhadores residentes e na PEA agrícola.
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