Empresa diz que cumpre acordo na fazenda invadida pelo MST Actualidade News Actualidad
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JC Net - vendredi 16 avril 2010

Lençóis Paulista - A Lwarcel Celulose Ltda., do Grupo Lwart de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), informou ontem por meio de nota à imprensa que parte da área da Fazenda Noiva da Colina não foi liberada ao Incra para reforma agrária, porque a empresa cumpre um cronograma para a liberação da área. A empresa justifica que isso ocorre porque respeita os ciclos de plantio de cana-de-açúcar existentes na área.

Na última quarta-feira, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a segunda parte da Fazenda Noiva da Colina para questionar o acordo do Incra com a Lwarcel. As ações integram a ofensiva de invasões do MST, dentro do chamado “abril vermelho”.

Para o MST, o Incra tinha que decretar as terras como improdutivas e destinar a área ao assentamento de famílias, mas fez acordo com a empresa de compra em troca de duas áreas que estão sobrepostas no núcleo colonial Monção, uma faixa de terra compreendida entre Borebi, Agudos e Iaras.

A Lwarcel justifica que na 1ª vara da Justiça Federal de Ourinhos e na 2ª vara federal de Bauru foi assinado acordo que definiu que dos 1.619,8 hectares pertencentes à fazenda Noiva da Colina serão transferidos para o Incra 1.13,4 hectares localizados no município de Agudos para reforma agrária.

“Nesse acordo, foram respeitados todos os princípios constitucionais e a legislação vigente, apaziguando manifestações populares e regularizando os assentamentos já existentes na região com igualdade e legitimidade, trazendo benefício não só para as partes citadas no acordo, mas, principalmente, aos movimentos sociais, ligados à terra”, informa a Lwarcel. No entender da empresa, o acordo judicial possibilita a empresa a manter regularidade das sua atividade industrial na área até a regularização das áreas para assentamento.