Presidente Prudente, SP - Reunião agendada para esta sexta-feira na Sub-Delegacia Regional do Trabalho, em Presidente Prudente, discutirá a situação dos trabalhadores rurais do setor de corte de cana da Usina Alvorada do Oeste, de Santo Anastácio. Está previsto para participar da Mesa de Negociação representantes da usina, o sindicalista e diretor da Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp/CUT), Rubens Germano, além de membros da Sub-Delegacia do Trabalho.
A reunião foi motivada pela greve dos cortadores de cana que entrou em seu terceiro dia nesta quinta-feira e ainda não tem previsão de termino.
Os trabalhadores reivindicam agora parte do beneficio do 13º salário, que se encontra em atraso. Alguns trabalhadores pedem ainda uma solução para o problema que enfrentam com o salário recebido no inicio do mês. Eles não estariam conseguindo descontar os cheques emitidos pela empresa em outras praças sob a alegação de estarem sem fundos.
Após ampla divulgação na mídia sobre a greve, a indústria sucroalcooleira acabou cedendo a pressão dos trabalhadores e na manhã de hoje pagou a primeira parcela do 13º, cuja data acertada era 31 de novembro. Ainda na parte da manhã, tão logo receberam a parcela salarial, vários trabalhadores se deslocaram ao centro urbano de Santo Anastácio e fizeram filas em uma agência bancária para descontarem seus cheques.
Na tarde desta quinta-feira, os trabalhadores, juntamente com Rubens Germano, promoveram uma Assembléia, em meio ao canavial, e decidiram permanecer com a paralisação nos trabalhos até que a usina dê um retorno favorável sobre quando pagará a segunda parcela do 13º, que originalmente era para estar nas mãos dos trabalhadores no dia 10 de dezembro.“Estamos aguardando a usina nos retornar com uma proposta convincente.
Esta por sua vez será democraticamente debatida entre os trabalhadores e estes optarão pelos rumos do protesto. No entanto, sem o retorno da empresa, a continuidade da paralisação é certa”, afirma Rubens Germano.Sobre a mobilização dos trabalhadores, o diretor da Feraesp fez uma avaliação positiva do movimento. “Uma greve é sempre o recurso a ser utilizado quando não há mais diálogo entre empregados e patrões.
Esses cortadores de cana estão de parabéns pela condução do movimento e pela maturidade de estarem lutando por aquilo que é deles por direito, ou seja, salários e todos os seus benefícios”.