Grevistas paralisam atividades em usina de Junqueirópolis Actualidad News Actualité
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I Sindical - sexta-feira 8 de agosto de 2008

Cortadores de cana estão descontentes com salários e carga horária. Sindicato denuncia intimidação aos grevistas por seguranças armados

Presidente Venceslau, SP – Aproximadamente 350 trabalhadores rurais do setor de corte de cana da usina Rio Vermelho, no município de Junqueirópolis, estão mobilizados desde às 12h00 de quinta-feira reivindicando melhorias nas condições salariais e de trabalho.De acordo com a representante da Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp/CUT), Luciana Nunes, que está acompanhada de Cátia Souza, do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Ouro Verde, os grevistas pedem majoração no valor da tonelada de cana cortada; readequação da carga horária que estaria sendo ultrapassada em pelo menos duas horas diariamente; reconhecimento por parte da usina dos atestados médicos apresentados e reposição dos Equipamentos de Proteção individual que não estariam sendo feito pela Rio Vermelho. Trabalhadores reclamam que sapatos, mangote e caneleiras não são substituídos mesmo quando já não apresentam condições de uso.Outro fator que tem desagradado os trabalhadores é quanto à conduta extremista da usina. Uma espécie de Regulamento Interno prevê excesso de penalidades para o trabalhador que faltar ao trabalho e ainda inclui a rigorosa demissão por justa causa caso o trabalhador cometa quatro faltas injustificadas durante o mês. A utilização de advertência e suspensão (gancho) contra funcionários são feitos por motivos fúteis. O clima entre grevistas e usina se acirrou na manhã desta sexta-feira. De acordo com Luciana Nunes, seguranças armados procuram intimidar os manifestantes a desistirem do protesto e voltar ao exercício da função. A sindicalista afirma ainda que a usina nega veementemente negociar com a comissão de trabalhadores a pauta apresentada.Neste ano, o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Tupi Paulista e a Feraesp denunciaram ao Ministério Público e ao Ministério do Trabalho uma série de irregularidades cometidas pela Usina Rio Vermelho, entre elas, a não aceitação de atestado médico e as questões de relações trabalhistas entre indústria e trabalhadores. Segundo o Sindicato, até o momento nada foi feito.