Grupos estrangeiros estão interessados no novo sistema Actualité News Actualidad
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domingo 10 de junho de 2007

 produção de etanol com menor consumo de energia, proporcionado pela
 nova proposta tecnológica, está despertando interesse de grupos estrangeiros que estão investindo em unidades no Brasil, conforme revela o diretor comercial da Koblitz, Romero Rego.

Ele confirma
 a implantação do LPE, por enquanto, em uma nova usina em Goiás e
 em outra em Mato Grosso do Sul. Outros detalhes sobre essa parceria tecnológica, ancorada pelo Low Pressure Extraction, que deverá agitar o setor sucroalcooleiro, são guardados em segredo. O lançamento
 oficial – de acordo com ele – vai acontecer na Fenasucro 2007 – XV
 Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira - que acontecerá em Sertãozinho, SP, de 18 a 21 de setembro, quando serão apresentadas até mesmo cases sobre esse sistema. Para ele, a eficiência do LPE é a garantia de sucesso dessa empreitada tecnológica. Na avaliação de Romero Rego, a tecnologia ainda não “explodiu” porque foi difundida em momento desfavorável, que precedeu a crise no setor, e também por falta de interesse de empresas e consultores, que trabalham com
 moendas, principalmente na área de manutenção. “O LPE vai mudar paradigmas que começaram a ser quebrados pelo difusor”, diz ele. Segundo o diretor da Koblitz, os investidores estrangeiros estão
 interessados nessa tecnologia, pois sabem “o quanto ela vai gerar de receita”. O Low Pressure Extraction utiliza um terno de moenda para extrair 70% do caldo. Um equipamento, semelhante a um difusor em movimento, faz a extração de outros 26% a 28%, com redução significativa no consumo de vapor e energia. “No sistema convencional, essa segunda etapa do processo é feita por cinco ternos de moenda, o que aumenta o consumo de energia. No LPE, o equipamento,
 com chapas perfuradas e ocas, processa a pasta de cana, utilizando
 baixa pressão”, compara. A facilidade na manutenção, equivalente a do difusor, é outra vantagem propiciada por esse sistema.