O Ministério do Trabalho intensificou a fiscalização nas usinas de cana-de-açúcar de São Paulo. Os técnicos encontraram irregularidades em todas empresas vistoriadas.
Depois de fiscalizações durante esta semana, representantes de usinas e fazendeiros da região centro-sul do Estado estiveram na sub-delegacia do Ministério em Marília tentando se explicar. Todas foram multadas pelo órgão. Os fiscais e um promotor percorreram as propriedades rurais da região onde está sendo feito o plantio da cana para verificar se os empregadores estavam cumprindo a legislação trabalhista.
Em todos os locais fiscalizados foi encontrado algum tipo de irregularidade. São oito propriedades agrícolas, onde 9.945 pessoas trabalham no campo – 288 não tinham registro em carteira.
Mas o número de irregularidades é bem maior. Nas oito áreas foram aplicados 72 autos de infração. Durante a fiscalização feita numa área da usina Cocal, de Paraguaçu Paulista, um ônibus foi proibido de trafegar porque estava com a documentação vencida e sem autorização para transportar pessoas.
Também havia gente sem equipamentos básicos e trabalhadores fazendo plantio de cana sobre um caminhão de quatro metros de altura, sem nenhum equipamento de segurança. Agnaldo Rigolin, diretor agrícola da usina, se defende dizendo que todos os funcionários recebem os equipamentos, mas alguns preferem não usar, contrariando determinação da empresa. “A grande dificuldade que a gente ainda tem é que o trabalhador realmente entenda a importância de usar equipamento de proteção. A nossa ação vai ser identificar essa fiscalização, sendo rígido até com advertência, com medidas que couberem nesta situação”, afirma.