Mecanização cuidadosa
O setor sucroalcooleiro vem passando por grandes desafios nos últimos cinco anos, com o reconhecimento mundial do álcool combustível como energia limpa e renovável e, por isso, de grande importância para redução da poluição e do aquecimento global.
Minas Gerais tem tido uma participação de destaque neste sentido com o aumento da produção de álcool para atender ao mercado interno e externo, com um crescimento, no mesmo período, de 22%, bem acima da alta nacional de 11%.
O setor está voltado também para dar uma colaboração ainda maior na redução da emissão de CO2 (gás carbônico) na atmosfera, com a eliminação da queima da cana-de-açúcar e introdução do corte mecanizado na lavoura. Conforme prevê o Decreto Federal 2.661/1998. Para tanto foi criada uma comissão estadual para discutir o assunto e apontar a melhor forma de implantação desse procedimento.
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável está propondo a antecipação em três anos do corte mecanizado para 2015, porém, o governo tem que estar alerta para três fatores cruciais nesse processo. Primeiro, a disponibilidade de máquinas; a renovação dos canaviais para introdução do equipamento e, principalmente, um plano de requalificação da mão-de-obra.
Neste sentido, tem que ser levado em conta não apenas o aspecto ambiental da eliminação da queima da cana, mas também o social, já que uma máquina substitui 80 homens. Para os trabalhadores que residem nas regiões produtoras, principalmente, no Triângulo Mineiro, com maior crescimento, seria importante recapacitá-los e aproveitá-los, em função do número de empregos gerados.
Se o país conta com um produto limpo e renovável tem que ter também práticas ambientais limpas, numa conjugação com os aspectos sociais da cultura.