O fim das queimadas Actualité News Actualidad
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Açucar Etico - segunda-feira 4 de junho de 2007

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), anunciou ontem que o prazo para suspensão das queimadas no Estado de São Paulo será antecipado para o final de 2014. Antes, o prazo era para 2030.

O fim das queimadas é uma antiga reivindicação ambiental na região de Ribeirão, uma das maiores plantadoras de cana-de-açúcar do Estado.

A queimada é um dos fatores que contribuem com o problema do aquecimento global, discutido hoje no mundo todo.

Segundo o governador, a usina que eliminar a queimada vai receber um certificado do governo estadual.

Unica

Propondo uma discussão profunda sobre o futuro do etanol, o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única), Eduardo Pereira de Carvalho, abriu na manhã de ontem o São Paulo Ethanol Summit 2007, que se realiza no WTC Hotel, em São Paulo. "Pretendemos nesses dois dias discutir o contraditório juntamente com a sociedade por meio dos seus diferentes representantes. A garantia de preços de um mercado global poderá dar um impulso notável para que milhões de pressoas trabalhem em áreas agricultáveis em vários países do nosso Planeta, produzindo biocombustíveis", declarou.

O destaque do discurso do presidente da República em exercício, José Alencar, para uma platéia de mais de 800 pessoas, na cerimônia de abertura do São Paulo Ethanol Summit 2007, marca o empenho do governo brasileiro de apoiar e desenvolver políticas nacionais e internacionais para disseminar o uso sustentável do etanol combustível.

"Não há pretensão de hegemonia nem de monopólio quando se trata de proteger o meio ambiente, eliminar a pobreza, erradicar a fome, distribuir a renda, promover a inclusão social, universalizar o conhecimento e fazer um mundo justo, democrático e solidário", afirmou José Alencar.

Alencar lembrou que a questão dos biocombustíveis é um dos assuntos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva leva na viagem que faz à Àsia e Europa nesta semana.

O presidente da Câmara Federal, Arlindo Chinaglia, destacou que o mundo vive no limiar de uma nova era do setor energético, lembrando que as energias limpas têm tido uma participação cada vez maior na matriz energética. Para Chinaglia, existe uma necessidade de maior coordenação de agentes públicos e privados para assegurar a normalidade do abastecimento interno de álcool e o cumprimento de contratos de vendas para o exterior.

Aquecimento afeta geleiras

O aquecimento global causará, no futuro, o derretimento da cobertura de gelo, dos mares e de geleiras nas montanhas da Ásia e afetará 40% da população mundial. A informação é do relatório do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), divulgado ontem em Tromso, na Noruega.

O relatório, intitulado "Perspectiva Global para Gelo e Neve", foi produzido como parte do apoio ao Ano Polar Internacional, uma iniciativa da Organização Meteorológica Mundial e do Conselho Internacional para a Ciência, que acontece entre 2007 e 2008, e envolveu o Pnuma e uma rede de 70 dos melhores especialistas do mundo.

Entre os impactos previstos pelo relatório estão mudanças na disponibilidade de água potável e para a agricultura, aumento do nível do mar (que afetará áreas costeiras e ilhas) e aumento de problemas como o afundamento de terras que, atualmente, estão congeladas.

Ainda segundo o relatório, muitos povos não possuem recursos financeiros e tecnologia necessários para uma adaptação às novas condições climáticas; e muitas partes do mundo estariam mal preparadas para o ritmo de mudanças causadas pelo aquecimento global.

O relatório destaca áreas onde será necessário mais esclarecimento quanto às complicações do aquecimento global e que serão um dos principais alvos do Ano Polar Internacional. Entre as áreas citadas estão a Groenlândia e Antártida, onde estão concentrados 98% da água potável da superfície da Terra. O derretimento total da capa de gelo da Groenlândia poderá desencadear um aumento do nível do mar estimado em sete metros.

Entretanto, o derretimento de apenas 20% da Groenlândia e o derretimento de 5% da Antártida poderiam resultar em um aumento do nível do mar em até cinco metros.