Em 10 anos, mais de 7 mil deixaram o RN e acabaram trabalhando em regime análogo ao de escravidão, diz Fetarn
Agenciadores de mão de obra escrava atuam no Rio Grande do Norte. A informação é da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RN (Fetarn). De acordo com o vice-presidente da federação, Francisco José, "isto está sempre acontecendo. De vez em quando, aparece um agenciador e leva um grupo de agricultores para trabalhar em outros estados. Há uma quantidade grande de trabalhadores saindo do Seridó para trabalhar no corte de cana e em fábricas de beneficiamento. A maioria são jovens". A Fetarn estima que mais de 15 mil trabalhadores potiguares tenham deixado o estado nos últimos dez anos. Deste total, 12 mil foram trabalhar no corte da cana de açúcar no Sudeste e no Sul e mais de 3,8 mil saíram da região do Seridó. A maioria, ou seja, mais de sete mil dos 15 mil, saiu do RN com a ajuda de agenciadores e foi trabalhar em regime análogo à escravidão, segundo a estimativa.