Neste ano, a Usina São José da Estiva renovou o Certificado de Conformidade Agroambiental, fechado em 2007, para eliminação gradual da queima de palha da cana-de-açúcar, através do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroalcooleiro.
Segundo informações, o acordo foi firmado voluntariamente pela indústria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente.
A cada ano o certificado é renovado levando em conta os avanços que a empresa apresenta. O gestor Ambiental da Estiva, Roberto Silva informou que o protocolo estabelece uma série de princípios e diretivas técnicas, de natureza ambiental, a serem observadas pelas indústrias da cana-de-açúcar e comprovadas ao governo do Estado.
O Certificado prevê que as indústrias se empenhem em antecipar os prazos legais para a eliminação gradativa da queima da palha da cana-de-açúcar. “Entre as diversas diretrizes, se destaca aquela que antecipa os prazos legais para o fim da colheita da cana-de-açúcar com o uso prévio do fogo nas áreas cultivadas pelas usinas”, explica Roberto. Segundo ele, a queima controlada da palha da cana é necessária para a colheita manual, sem o emprego de máquinas.
O Protocolo dispõe também sobre outros temas de relevância, como conservação do solo e dos recursos hídricos, proteção de matas ciliares, recuperação de nascentes, redução de emissões atmosféricas e cuidados no uso de defensivos agrícolas.
Nos últimos três anos, a Estiva e outras 170 usinas assinaram o Protocolo Agroambiental, que estabelece avaliações anuais. As indústrias inseridas nele são responsáveis por 90% do total de cana produzido no Estado.
Aumento de capacidade
Até o início de junho a Usina promete ampliar sua capacidade de exportação de energia elétrica dos atuais 15 MW/h para 25 MW/h. De acordo com a empresa, ao todo, ela produz quase 40 MW/h de energia e consome, em média, 13 MW/h.
Ela reforça ainda que a quantidade que será vendida é suficiente para abastecer uma cidade com 70 mil consumidores durante um mês.
A ampliação acontece através de parceria entre as usinas Estiva e Santa Isabel e o Grupo Rede. Segundo informações da usina, elas fizeram a troca da linha de transmissão que leva a energia ‘sobressalente’ para a Subestação de Borborema. Caberá ao Grupo Rede fazer as mudanças necessárias na subestação para receber maior quantidade de energia. “A estimativa é de que tudo esteja pronto até o final deste semestre”, afirma Estiva.